Sou Médica Nefrologista. Em 15 anos de atuação, já atendi mais de 10 mil pacientes, impactando a vida de cada um deles de maneira direta.

Quando a hemodiálise é indicada?

No Brasil, mais de 120 mil brasileiros sofrem de doença renal crônica e precisam fazer hemodiálise, procedimento que limpa e filtra o sangue, liberando o corpo do excesso de resíduos prejudiciais à saúde, como sódio, potássio, ureia e creatinina, além de controlar a pressão arterial.

Insuficiência renal: principal indicação para a hemodiálise

A insuficiência renal acontece quando os rins deixam de filtrar o sangue e, se não tratada, faz com que resíduos cheguem a níveis perigosos na corrente sanguínea, deixando o organismo desequilibrado.

Trata-se de um problema comum em indivíduos hospitalizados que estão cuidando de outras condições. Pode desenvolver-se rapidamente, ao longo de algumas horas, ou de forma mais lenta, durante alguns dias.

Nesse momento, entra em cena a hemodiálise, para não deixar o sistema entrar em pane e garantir sobrevivência ao paciente.

O tratamento é intensivo e, apesar da gravidade, existem chances de o quadro reverter-se, mas isso depende do estado de saúde do doente.

Sintomas

Esse é um problema que surge silenciosamente e nem sempre apresenta sintomas. Alguns indícios de que os rins não vão bem são a diminuição da produção de urina, embora ocasionalmente ela permaneça normal, e a retenção de líquidos, que causa inchaço nas pernas, nos tornozelos e/ou nos pés.

Outros sinais que indicam insuficiência renal são sonolência, falta de fome, falta de ar, fadiga, confusão, náusea e vômitos, dor ou pressão no peito e, em casos graves, convulsões ou coma.

Se você não está hospitalizado, porém apresenta dois ou mais sintomas, busque auxílio médico.

Diagnóstico

O nefrologista consegue fechar o diagnóstico analisando exames que medem a produção e a composição da urina e do sangue. Ultrassom e tomografia computadorizada, e, se necessário, biópsia do tecido do rim, complementam, quando necessário o processo de investigação do problema.

“Morte” dos rins e hemodiálise

Na maioria das vezes, uma vez iniciado o tratamento, será necessário fazer hemodiálise para o resto da vida, que pode ser intercalada com diálise peritoneal. As duas abordagens terapêuticas funcionam bem e surtem resultados satisfatórios.

O paciente precisa ficar ligado à máquina para fazer a hemodiálise, em geral, quatro horas, três ou quatro vezes por semana, dependendo do estado clínico e do protocolo elaborado pelo médico. O tratamento tem frequência e duração aumentada de acordo com a gravidade do comprometimento renal do indivíduo.

Em algumas situações, os rins deixam de funcionar por um período curto e podem voltar ao normal depois. Isso, no entanto, é mais observado na insuficiência renal aguda, sendo um fenômeno raro na forma crônica da doença.

Faça sua parte!

Se os seus rins pudessem, certamente eles pediriam a você para beber  pelo menos dois litros de água, pois, para evitar que eles “morram”, é fundamental ingerir bastante líquido (sem açúcar, de preferência) e não se automedicar, pois muitos remédios podem sobrecarregar o órgão.

Além disso, siga uma dieta com pouco sal e pobre em gorduras, pratique exercícios físicos regularmente e elimine o cigarro e o álcool da sua vida. Insuficiência renal é coisa séria e hemodiálise também. Você quer ficar longe disso tudo, não é mesmo?

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como nefrologista em Patos de Minas!

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